quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Repudio


Destruir sua própria história, fazer com que as gerações futuras não tenham o mesmo privilegio de ver as riquezas de sua cidade, a história de um povo. É isso que nos últimos tempos cidadãos – se é que podem ser chamados dessa forma – vem fazendo com a história de uma cidade no interior de São Paulo, Rio Claro.
A menos de três meses, vândalos vem devastando essa cidade, sem qualquer explicação ou motivo para cometer tais atos.
O primeiro patrimônio a sofrer com os atos inconscientes foi o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, que na madrugada do dia 20 de julho foi incendiado entre as peças perdidas no incêndio estão um acervo iconográfico de mais de 50 mil imagens, arte sacra, coleção numismata com moedas e cédulas do Brasil Império, quadros, mobílias, documentos e livros antigos.
Como se já não bastasse, durante o ultimo domingo, dia 12 de setembro, com uma das maiores reservas de eucalipto do mundo (cerca de 2.230 hectares), o foco foi a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, que com aproximadamente seis horas de incêndio fez com que 35 hectares fossem devastados.
Com a velocidade dos fatos, em pouco tempo, uma cidade tão rica em historia e patrimônios históricos e culturais irá se tornar apenas mais uma cidade de interior como outra qualquer.

Por: Angela Meyer

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